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Guia completo · Plataforma

Como funciona a plataforma ProSmart EV: guia para síndico, morador e integrador

As duas peças do sistema, quem faz o quê, o caminho de uma recarga até a fatura e o que cada pessoa vê no celular. O guia completo do dia a dia, sem jargão.

17 de outubro de 202613 min de leituraNível introdutórioPara síndico, morador, integrador, administradora
Neste artigo
O que você vai entender
  • Como funciona a plataforma ProSmart EV no condomínio?
  • O que o síndico, o morador e o integrador veem na plataforma?
  • Como uma recarga de carro elétrico vira fatura do morador?
  • Qual a diferença entre a plataforma ProSmart EV e o ProDemand?
  • O que o prédio precisa ter para usar a plataforma?

A plataforma ProSmart EV organiza a recarga de carros elétricos dentro do condomínio. Ela faz quatro coisas: decide quem carrega e com quanta energia, sem passar do limite do prédio; mede quanto cada morador carregou; gera a fatura de cada um no dia de fechamento; e mostra tudo ao vivo, para cada pessoa só o que é dela.

Este guia explica o sistema inteiro na ordem em que as coisas acontecem: as peças que ficam no prédio, quem faz o quê, o caminho de uma recarga do plugue até a fatura e o que síndico, morador e integrador enxergam no celular. Os detalhes de cada assunto estão nos artigos indicados ao longo do texto.

As duas peças: a plataforma e o ProDemand

O sistema tem duas partes que trabalham juntas. A plataforma é o site e o app: cadastros, regras do condomínio, tarifas, cobrança e acompanhamento ao vivo. O ProDemand é o módulo que fica no quadro elétrico do prédio, junto com um medidor na entrada de energia. Ele mede o consumo do prédio em tempo real e decide, ali mesmo, quais carros carregam e com quanta potência.

No meio das duas ficam as estações de recarga (os carregadores de parede, também chamados de wallbox). Elas conversam com o sistema pelo OCPP, um protocolo aberto criado para a comunicação entre estações de recarga e sistemas de gestão.[1] A plataforma trabalha com estações que falam o OCPP 1.6J e que já foram homologadas, isto é, testadas com o sistema. A lista atualizada fica na página de compatibilidade.

Plataforma ProSmart EV
Onde fica:
Na nuvem (site e app)
O que faz:
Cadastros, regras, tarifas, faturas, painéis e histórico
ProDemand
Onde fica:
No quadro elétrico do prédio
O que faz:
Mede a entrada de energia, divide a potência e organiza a fila
Medidor da entrada
Onde fica:
No quadro geral
O que faz:
Diz a todo momento quanto o prédio inteiro está consumindo
Estações de recarga
Onde fica:
Nas vagas
O que faz:
Entregam energia ao carro e medem os kWh de cada recarga
Com poucos carregadores rotativos e energia de sobra, dá para começar só com a plataforma, com as estações 100% online; nesse caso não há controle de demanda.

Por que o controle de demanda importa: a NBR 17019, norma brasileira de instalações para recarga, aceita dois caminhos. Ou a instalação é dimensionada para todos os pontos ligados ao mesmo tempo na potência máxima, ou existe gerenciamento de demanda.[2] Com muitos apartamentos, o primeiro caminho exige um aumento de carga que poucos prédios conseguem fazer. Por isso, na prática, o gerenciador entra no projeto desde o primeiro dia. Leia mais em gerenciador de demanda.

Quem faz o quê

Cada etapa tem um responsável claro. Isso evita a situação mais comum em condomínio: todo mundo achar que outra pessoa estava cuidando de um detalhe.

Condomínio (assembleia e síndico)
Papel:
Decide as regras: preço do kWh, dia de fechamento, prazos, ociosidade, se usa SmartVIP
Integrador credenciado
Papel:
Faz o projeto e a obra elétrica com ART, instala estações e ProDemand, configura a plataforma e dá o suporte local
ProSmart EV
Papel:
Fornece a plataforma e o ProDemand e apoia o integrador do começo ao fim
Morador
Papel:
Usa o app, carrega, acompanha o consumo e recebe a fatura
Administradora
Papel:
Recebe os relatórios do fechamento para lançar a cobrança

Dois pontos merecem destaque. A obra elétrica é sempre do integrador credenciado, com responsável técnico e ART, e é um serviço à parte da plataforma. E quem cobra o morador pela recarga é o condomínio: a plataforma calcula o consumo e prepara a fatura, mas o dinheiro é do condomínio, que paga a energia e decide o preço.

O caminho de uma recarga, do plugue à fatura

Toda recarga passa pelas mesmas etapas, não importa a marca da estação ou o jeito de começar.

  1. Identificação. O sistema precisa saber de quem é a recarga. Na vaga fixa, a estação já é do morador. Na vaga rotativa (compartilhada), ele se identifica pelo app, pelo cartão ou pelo próprio carro.
  2. Autorização. Antes de liberar energia, o sistema confere se a estação está ativa, se ela é daquele morador (no caso do fixo) e se ele não está bloqueado por falta de pagamento.
  3. Energia. Com o ProDemand, a recarga só começa se couber no limite do prédio. Se não couber, o carro espera a vez e entra sozinho quando abre espaço.
  4. Medição. A estação mede a energia entregue durante toda a recarga, com horário de início e de fim. Se o condomínio usa preço diferente no horário de ponta, a recarga é separada nos dois horários.
  5. Encerramento. A carga pode parar porque a bateria encheu, mas a recarga só termina de verdade quando o carro é desplugado. É nesse momento que o valor é calculado.
  6. Fatura. No dia de fechamento escolhido pelo condomínio, a plataforma soma as recargas do ciclo, aplica as regras e envia a fatura de cada morador em PDF por e-mail e no app.

Cinco formas de começar uma recarga

Pelo app
Como funciona:
O morador toca para iniciar, acompanha e encerra pelo celular
Onde se usa:
Fixo e rotativo
Cartão RFID
Como funciona:
Encosta o cartão no leitor da estação
Onde se usa:
Fixo e rotativo
Número da estação
Como funciona:
Digita o número no app, prático nos compartilhados
Onde se usa:
Rotativo
Plug & Charge
Como funciona:
Plugou, o carro é reconhecido e a recarga começa sozinha
Onde se usa:
Fixo e rotativo
Livre
Como funciona:
Libera ao plugar, sem identificação; paga o dono da vaga
Onde se usa:
Só no fixo
No rotativo sempre existe identificação: sem ela não há como saber quem paga.

O cartão RFID e o carro (para o Plug & Charge) são cadastrados por aproximação: o integrador abre o cadastro na ficha do morador e a pessoa encosta o cartão ou pluga o carro na estação. Um cartão por carro permite separar o consumo de cada carro da família na fatura. Detalhes em identificação por RFID, app e Plug & Charge.

Fixo e rotativo no mesmo prédio

O carregador fixo fica na vaga do morador e só ele (e as pessoas da casa dele) usa. O rotativo fica numa vaga de uso comum e atende vários moradores, como um eletroposto particular. Os dois convivem no mesmo condomínio e, para o morador, o uso é igual. A única diferença de cobrança: o tempo parado na vaga depois de carregado (ociosidade) só pode ser cobrado no rotativo. Veja vagas rotativas no condomínio.

O que o morador vê

O app do morador abre no navegador do celular, sem instalar nada, e pode ganhar um ícone na tela de início como um aplicativo. O cadastro chega por um link do prédio; o morador preenche os dados, confirma o e-mail em que quer receber as faturas e, depois de aprovado, aceita o termo de adesão no primeiro acesso.

  • Recarga ao vivo: potência, energia e custo em reais, atualizados a cada poucos segundos. Dá para iniciar, encerrar e destravar o plugue pelo celular.
  • Extrato de cada recarga: a hora em que conectou, quando a carga começou e terminou, quanto foi na ponta e fora dela, o preço médio do kWh e quando desconectou.
  • Fatura em aberto: a prévia do ciclo, atualizada a cada recarga encerrada, e o PDF de cada mês fechado.
  • Família e carros: cada pessoa da casa pode ter o próprio acesso; tudo cai na mesma fatura, com o consumo de cada um separado.
  • Economia contra a gasolina: o app estima quantos quilômetros a energia do ciclo rendeu e quanto teriam custado num carro a gasolina, com os números que o próprio morador informa.
  • Suporte: fala com o responsável pelo condomínio com um toque.

Quem tem apartamento em dois condomínios usa um login só, com recargas e faturas separadas por prédio. Num condomínio comercial, a tela troca “morador” por “usuário” e “apartamento” por “sala”. Leia o passo a passo da fatura em como ler a fatura da recarga.

O que o síndico vê

O painel do síndico foi pensado para responder, sem planilha, as perguntas que ele mais ouve: quanto o prédio está consumindo, quem está carregando e quanto cada um deve.

  • Demanda ao vivo: o consumo do prédio contra o limite, com o pico do dia e do ciclo.
  • Carregadores: cada estação, o apartamento ligado a ela e o que está puxando agora.
  • Sessões: o histórico de cada recarga, do plugue ao desplugue, exportável em planilha.
  • Financeiro: cinco abas (balanço, a receber, a pagar, inadimplência e caixa), relatório em PDF e planilha para a administradora e balanço para a assembleia.
  • Cadastros: os moradores e as estações de cada apartamento.
  • Tarifas: o preço do kWh em vigor no condomínio.
  • Auditoria: quem fez o quê e quando, como bloqueios, baixas de pagamento e configurações.

O síndico não precisa operar a parte técnica. Configuração de estações, ProDemand e regras é feita pelo integrador, que também treina síndico, administradora e portaria. O roteiro do primeiro mês está em o primeiro mês do síndico.

O que o integrador vê

O integrador credenciado é quem coloca o sistema de pé e cuida dele no dia a dia. A plataforma dá a ele uma visão de todos os condomínios que atende.

  • Um login, todos os condomínios: passa de um prédio para outro sem sair, com busca por número de série da estação, apartamento, condomínio, nome ou telefone.
  • Alertas técnicos: estação sem comunicação ou com alarme aparece no painel de alertas do integrador, que costuma ver o problema antes do síndico.
  • Roteiro de configuração: uma lista do que falta configurar no condomínio novo, para não esquecer nenhum item antes do primeiro fechamento.
  • Cadastro por aproximação: cartões RFID e carros cadastrados encostando ou plugando na estação.
  • Recarga de teste: um teste curto na entrega, que não cai na fatura de ninguém.
  • Atualização remota: ProDemand e estações recebem melhorias sem visita técnica.
  • Chamados: os pedidos de suporte dos moradores e do síndico chegam com o histórico do caso.

Quer trabalhar com isso? Veja a página para integradores e o credenciamento.

A cobrança em uma página

A regra de ouro da cobrança é simples: nada é estimado e nada é dividido por igual. Cada kWh foi medido por uma estação e pertence a uma recarga de alguém. A fatura do morador pode ter estas linhas, conforme o que o condomínio decidir usar:

Carregamento
O que é:
A energia carregada, pelo preço do condomínio (com ponta e fora de ponta, se houver)
Ociosidade
O que é:
Tempo parado no rotativo depois de carregado, se o condomínio cobrar
Taxa de manutenção
O que é:
Reserva do condomínio para manter a instalação, rateada
SmartVIP e emergencial
O que é:
Só para quem assinou ou comprou
Reserva de rotativo
O que é:
Só para quem reservou, quando o condomínio liga a reserva

O ciclo vai de um fechamento ao seguinte, e não do dia 1º ao dia 30. A recarga entra no ciclo em que terminou. Durante o mês, o morador acompanha a prévia, que usa exatamente a mesma conta da fatura. Mês fechado não muda: se a tarifa for alterada depois, o que já foi faturado fica como estava. Mais em como a cobrança por morador funciona.

Inadimplência sem constrangimento

O condomínio define em quantos dias a fatura vence depois do fechamento e qual a folga (carência) antes do bloqueio, que pode ser zero. Durante a carência o morador continua carregando. Antes do bloqueio, o síndico recebe a lista de quem ainda aparece em aberto, para dar baixa em quem já pagou, e depois o morador recebe um lembrete. Passado o prazo, o carregador daquele apartamento é desativado no próprio equipamento, e a luz da estação fica vermelha. Quando o síndico dá a baixa do pagamento, com um clique, a recarga volta. O condomínio também pode desligar o bloqueio automático e manter só os avisos. Veja bloqueio por inadimplência.

Exemplo · um mês comum, com valores de exemplo

O condomínio fecha o ciclo no dia 28, a fatura vence no dia 7 do mês seguinte e a carência é de 5 dias.

No dia 28, cada morador recebe o PDF por e-mail e no app, e a administradora recebe o relatório para lançar a cobrança. Os 5 dias de folga vão do dia 8 ao dia 12. Nesses dias, o síndico confere quem ainda não teve baixa e quem continua em aberto recebe o lembrete. Na virada do dia 12 para o 13, o carregador de quem não pagou é bloqueado. Quem pagou e teve baixa nem fica sabendo do bloqueio.

Energia, fila e prioridade

Com o ProDemand, o prédio nunca passa do limite. O medidor da entrada diz quanto o prédio está usando (elevador, bombas, iluminação, apartamentos) e só a sobra vai para os carros. Se cabe, o carro carrega na potência máxima dele. Se não cabe, espera a vez. Se sobrou pouco para o último, ele entra com a potência que resta, em vez de ficar parado. De madrugada, quando o prédio quase para, muito mais carros carregam juntos.

Por isso o termo de adesão avisa que o tempo de recarga não é garantido: a potência é compartilhada e pode ser reduzida ou pausada para respeitar a instalação. Para quem não pode esperar, existe o SmartVIP, um recurso opcional que cada condomínio decide se oferece. Leia como funciona a fila e SmartVIP.

E se a internet cair?

As decisões do dia a dia acontecem no próprio prédio, dentro do ProDemand. Se a internet do prédio cair, ou se a plataforma sair do ar, cartão RFID, Plug & Charge, controle de demanda, bloqueio e as recargas em andamento continuam. Tudo é guardado e sobe para a nuvem quando a conexão volta. Só iniciar pelo app e acompanhar ao vivo dependem da conexão. Detalhes em e se a internet cair.

Segurança e dados

Recarga mexe com energia, dinheiro e dados pessoais. Do lado digital, estações, ProDemand e app falam com a nuvem por conexão criptografada com TLS 1.3, versão atual do padrão de segurança usado na internet.[3] Cada pessoa vê só o que é dela: o morador vê a própria fatura; o síndico, o próprio condomínio. Toda ação relevante fica registrada na auditoria, e a plataforma roda em servidores no Brasil.

O consumo por apartamento é dado pessoal, porque está ligado a uma pessoa identificável.[4] Na recarga, o condomínio é o controlador desses dados (quem decide para que servem) e a ProSmart EV é a operadora (quem trata os dados em nome dele), usando-os para medição, cobrança e segurança do sistema. O assunto completo está em LGPD e dados da recarga e na página de segurança.

O que o prédio precisa ter

A maior parte das dores de cabeça depois da obra vem de detalhes de rede e de energia que ninguém previu. Antes de instalar, confira:

Faça
Tomada com no-break para o ProDemand, para as recargas voltarem na ordem certa depois de uma queda de energia
Ponto de rede cabeado para o ProDemand e outro junto ao quadro geral, onde fica o medidor
Todos os equipamentos na mesma rede, com IP fixo
Wi-Fi da garagem com access points bem posicionados
Estações OCPP 1.6J homologadas na plataforma
Evite
Repetidor de Wi-Fi comum na garagem: estação sem sinal sai do controle de demanda
Comprar estação antes de conferir a compatibilidade
Projeto elétrico sem o gerenciador previsto desde o começo
Tomada comum ou carregador avulso fora do sistema
Contratação, em linhas gerais

O valor depende do número de estações e do que o prédio precisa (com ou sem ProDemand, quantos pontos de medição), e não existe taxa de adesão. Estações, obra elétrica e Wi-Fi da garagem são feitos à parte pelo integrador. A Análise de Energia é um serviço à parte; SmartVIP e emergencial, quando o condomínio liga, são pagos só por quem assina ou compra. Os valores vão na proposta de cada prédio.

Próximos passos

Fontes e referências

  1. [1]Open Charge Point Protocol (OCPP). Open Charge Alliance, 2015.OCPP é o protocolo aberto de comunicação entre estações de recarga e sistemas de gestão; a versão 1.6 é de 2015.
  2. [2]ABNT NBR 17019 — Instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos para instalações em locais especiais — Alimentação de veículos elétricos. ABNT, 2022.Norma de instalação para recarga; aceita instalação dimensionada para todos os pontos ao mesmo tempo ou gerenciamento de demanda.
  3. [3]RFC 8446 — The Transport Layer Security (TLS) Protocol Version 1.3. IETF, 2018.Especificação do TLS 1.3, o padrão de criptografia usado na conexão com a nuvem.
  4. [4]Lei nº 13.709/2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Presidência da República (Planalto), 2018.Definições de dado pessoal, controlador e operador (art. 5º).
Sobre este conteúdo
Texto informativo, escrito pela equipe da ProSmart EV a partir das fontes listadas. Não substitui o projeto elétrico com ART, a orientação da administradora nem a análise de um advogado de condomínio. Normas e leis mudam: confira sempre a versão em vigor. Achou algo errado ou desatualizado? Avise a gente.

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