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Vagas rotativas com carregador no condomínio: como funciona o eletroposto particular

Carregador compartilhado numa vaga de uso comum: como o morador se identifica, quem paga, como a ociosidade faz a vaga girar, a reserva paga e as regras para combinar.

17 de outubro de 20266 min de leituraNível introdutórioPara síndico, morador, administradora, integrador
Neste artigo
O que você vai entender
  • Como funciona um carregador rotativo compartilhado no condomínio?
  • Como cobrar cada morador que usa o carregador da vaga comum?
  • O que é ociosidade no carregador rotativo?
  • Dá para reservar o carregador compartilhado do condomínio?
  • Vale mais a pena carregador na vaga de cada um ou rotativo?

Vaga rotativa é um carregador que fica numa vaga de uso comum e serve a vários moradores, como um eletroposto particular dentro do condomínio. Cada um se identifica, carrega, tira o carro e paga só o que usou. O condomínio pode ter quantos rotativos quiser, sozinhos ou junto com carregadores nas vagas de cada morador.

O rotativo resolve um problema comum: nem todo morador tem vaga própria onde caiba um carregador, e nem todo prédio consegue levar infraestrutura até cada vaga de uma vez. Veja a seguir como ele funciona no dia a dia.

Fixo ou rotativo: quando cada um faz sentido

Quem usa
Fixo (vaga do morador):
O dono da vaga e a família dele
Rotativo (vaga comum):
Qualquer morador cadastrado
Identificação
Fixo (vaga do morador):
Opcional (pode ser livre ao plugar)
Rotativo (vaga comum):
Sempre obrigatória
Ociosidade
Fixo (vaga do morador):
Nunca é cobrada
Rotativo (vaga comum):
Pode ser cobrada, se o condomínio quiser
Obra
Fixo (vaga do morador):
Uma infraestrutura por vaga
Rotativo (vaga comum):
Uma obra concentrada, ampliável depois
Combina com
Fixo (vaga do morador):
Quem carrega quase todo dia
Rotativo (vaga comum):
Quem carrega de vez em quando ou não tem vaga própria

Os dois convivem no mesmo condomínio. Para o morador, o uso é igual: o mesmo app, o mesmo cartão e a mesma fatura. Uma discussão mais completa está em vaga fixa ou rotativa. O projeto do ponto em área comum segue a mesma norma de instalação de qualquer ponto de recarga, a NBR 17019.[2]

Como o morador se identifica

No rotativo, sempre existe identificação, porque é ela que diz quem paga. Não existe rotativo “livre”. O morador escolhe a forma que preferir:

  • Pelo app: a lista de rotativos mostra quais estão livres; com o carro plugado, basta tocar no cartão da estação para iniciar.
  • Número da estação: digitado no app, prático quando há vários rotativos.
  • Cartão RFID: encosta o cartão no leitor da estação.
  • Plug & Charge: o carro já cadastrado é reconhecido ao plugar e a recarga começa sozinha.

Entre o momento em que o morador autoriza e o começo da recarga, a estação fica reservada para ele por alguns minutos e aparece como “autorização em andamento”. Isso evita que outro morador autorize por cima e que a recarga caia na conta errada. Se a estação estiver ocupada, o app avisa e mostra outros rotativos disponíveis. Detalhes de cada forma de identificação em RFID, app e Plug & Charge.

Na lista do app, os outros moradores veem se cada rotativo está livre, ocupado ou com autorização em andamento, mas não veem quem está carregando. O síndico, no painel, vê cada recarga com o morador, o horário e a energia, para prestar contas.

E o visitante?

O rotativo é para quem tem cadastro no condomínio, porque toda recarga precisa de alguém para pagar. Um visitante sem cadastro não consegue iniciar sozinho. Se o condomínio quiser atender visitas com frequência (um familiar que vem toda semana, por exemplo), o caminho é dar a essa pessoa um acesso extra na conta do morador que a recebe, como se faz com a família; o consumo dela cai na fatura dessa unidade. Essa regra também vale ser escrita no regulamento.

Quem paga e como aparece na fatura

A recarga no rotativo entra na fatura de quem se identificou, com a data, o horário e a energia, igual a uma recarga na vaga própria. Com um cartão por carro, o consumo de cada carro sai separado.

O morador bloqueado por falta de pagamento também não consegue usar o rotativo: a autorização é recusada no cartão, no app e no carro. Leia como ler a fatura.

Ociosidade: a regra que faz a vaga girar

O maior problema de uma vaga compartilhada não é a energia, é o carro que termina de carregar às 22h e fica ali até de manhã. A ociosidade resolve isso: uma cobrança por minuto de carro plugado depois que a carga terminou. É opcional e o condomínio define as regras:

  • Preço por minuto, definido pelo condomínio.
  • Horário sem cobrança, como a madrugada, para ninguém precisar descer de noite.
  • Em que situação cobra: sempre, ou só quando as outras estações estão ocupadas (ou restam poucas livres), porque aí sim tem gente esperando.

O tempo esperando o agendamento do carro, o tempo na fila e as pausas da gestão de demanda não contam. A ociosidade só começa depois que a carga de fato terminou.

Exemplo · regras de ociosidade com valores de exemplo

O condomínio cobra R$ 0,20 por minuto e não cobra entre 22h e 7h.

A carga de um morador termina às 19h30 e ele tira o carro às 20h15: são 45 minutos, ou R$ 9,00. Outro morador termina às 23h e tira o carro às 7h30: a noite não conta, e só a meia hora depois das 7h é cobrada, R$ 6,00.

Reserva paga do rotativo

Alguns condomínios querem permitir que o morador garanta a estação antes de chegar. Para isso existe a reserva paga, que o condomínio pode ligar ou não. Funciona assim:

  • O morador paga uma taxa e a estação fica reservada para ele por um tempo definido pelo condomínio.
  • Antes de pagar, o app mostra o preço e as condições da reserva, e o morador confirma.
  • Uma recarga que já está em andamento nunca é interrompida por causa de uma reserva.
  • A taxa aparece na fatura como “Reserva de carregador rotativo”.
Antes de ligar a reserva

Confirme com o integrador se as estações do seu condomínio já oferecem a reserva: ela ainda não está disponível em todas as configurações de instalação.

Fila e prioridade no rotativo

Quando há controle de demanda, os rotativos entram na mesma fila de energia do prédio: se não couber, o carro espera a vez plugado e começa sozinho. Nos condomínios que usam o SmartVIP, a prioridade também vale nos rotativos. Veja fila de recarga e SmartVIP.

O que combinar no regulamento interno

A plataforma aplica as regras, mas elas precisam estar escritas. A convenção do condomínio é que determina o regimento interno e as sanções aos condôminos, por isso as regras de uso da vaga comum devem passar pelo caminho previsto nela.[1] Confira com a administradora ou um advogado de condomínio.

Faça
Escrever o preço do kWh, a ociosidade (preço, horário sem cobrança, quando vale) e a reserva, se houver
Sinalizar a vaga como exclusiva para recarga, com a regra de tirar o carro ao terminar
Definir quem atende quando um carro sem recarga ocupa a vaga
Prever espaço e infraestrutura para colocar mais estações depois
Evite
Deixar o rotativo sem identificação “para facilitar”: ninguém saberia quem paga
Cobrar ociosidade sem horário sem cobrança à noite, obrigando o morador a descer de madrugada
Expor em mural quem deixou o carro parado: a cobrança já faz o trabalho, sem constrangimento

O kit tem um modelo de regulamento interno para adaptar.

Dá para começar só com rotativos

Com poucos rotativos e energia de sobra no quadro, dá para começar só com a plataforma, sem o ProDemand. Nesse caso as estações se conectam direto à nuvem e precisam ficar 100% online, e não há controle de demanda. Quando o número de carros cresce, o gerenciador entra no projeto, e por isso ele já deve estar previsto no projeto elétrico.

Rotativos também são o formato mais comum em prédios comerciais e salas de escritório. Na ProSmart EV, um condomínio comercial usa a mesma plataforma, com “usuário” e “sala” no lugar de “morador” e “apartamento”. Conheça a página de vagas rotativas.

Resumo

  • O rotativo é um carregador compartilhado em vaga comum; cada um paga o que usou.
  • Sempre com identificação: app, número, cartão RFID ou Plug & Charge.
  • A ociosidade, opcional, faz a vaga girar; agendamento, fila e pausa não contam.
  • A reserva paga é opcional e nunca interrompe uma recarga em andamento.
  • As regras devem estar no regulamento interno, aprovado pelo caminho da convenção.

Fontes e referências

  1. [1]Lei nº 10.406/2002 — Código Civil, art. 1.334 (convenção e regimento interno). Presidência da República (Planalto), 2002.A convenção determina, entre outros pontos, as sanções aos condôminos e o regimento interno.
  2. [2]ABNT NBR 17019 — Instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos para instalações em locais especiais — Alimentação de veículos elétricos. ABNT, 2022.Norma de instalação para recarga, válida também para pontos em área comum.
Sobre este conteúdo
Texto informativo, escrito pela equipe da ProSmart EV a partir das fontes listadas. Não substitui o projeto elétrico com ART, a orientação da administradora nem a análise de um advogado de condomínio. Normas e leis mudam: confira sempre a versão em vigor. Achou algo errado ou desatualizado? Avise a gente.

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