Vaga rotativa é um carregador que fica numa vaga de uso comum e serve a vários moradores, como um eletroposto particular dentro do condomínio. Cada um se identifica, carrega, tira o carro e paga só o que usou. O condomínio pode ter quantos rotativos quiser, sozinhos ou junto com carregadores nas vagas de cada morador.
O rotativo resolve um problema comum: nem todo morador tem vaga própria onde caiba um carregador, e nem todo prédio consegue levar infraestrutura até cada vaga de uma vez. Veja a seguir como ele funciona no dia a dia.
Fixo ou rotativo: quando cada um faz sentido
| Fixo (vaga do morador) | Rotativo (vaga comum) | |
|---|---|---|
| Quem usa | O dono da vaga e a família dele | Qualquer morador cadastrado |
| Identificação | Opcional (pode ser livre ao plugar) | Sempre obrigatória |
| Ociosidade | Nunca é cobrada | Pode ser cobrada, se o condomínio quiser |
| Obra | Uma infraestrutura por vaga | Uma obra concentrada, ampliável depois |
| Combina com | Quem carrega quase todo dia | Quem carrega de vez em quando ou não tem vaga própria |
- Fixo (vaga do morador):
- O dono da vaga e a família dele
- Rotativo (vaga comum):
- Qualquer morador cadastrado
- Fixo (vaga do morador):
- Opcional (pode ser livre ao plugar)
- Rotativo (vaga comum):
- Sempre obrigatória
- Fixo (vaga do morador):
- Nunca é cobrada
- Rotativo (vaga comum):
- Pode ser cobrada, se o condomínio quiser
- Fixo (vaga do morador):
- Uma infraestrutura por vaga
- Rotativo (vaga comum):
- Uma obra concentrada, ampliável depois
- Fixo (vaga do morador):
- Quem carrega quase todo dia
- Rotativo (vaga comum):
- Quem carrega de vez em quando ou não tem vaga própria
Os dois convivem no mesmo condomínio. Para o morador, o uso é igual: o mesmo app, o mesmo cartão e a mesma fatura. Uma discussão mais completa está em vaga fixa ou rotativa. O projeto do ponto em área comum segue a mesma norma de instalação de qualquer ponto de recarga, a NBR 17019.[2]
Como o morador se identifica
No rotativo, sempre existe identificação, porque é ela que diz quem paga. Não existe rotativo “livre”. O morador escolhe a forma que preferir:
- Pelo app: a lista de rotativos mostra quais estão livres; com o carro plugado, basta tocar no cartão da estação para iniciar.
- Número da estação: digitado no app, prático quando há vários rotativos.
- Cartão RFID: encosta o cartão no leitor da estação.
- Plug & Charge: o carro já cadastrado é reconhecido ao plugar e a recarga começa sozinha.
Entre o momento em que o morador autoriza e o começo da recarga, a estação fica reservada para ele por alguns minutos e aparece como “autorização em andamento”. Isso evita que outro morador autorize por cima e que a recarga caia na conta errada. Se a estação estiver ocupada, o app avisa e mostra outros rotativos disponíveis. Detalhes de cada forma de identificação em RFID, app e Plug & Charge.
Na lista do app, os outros moradores veem se cada rotativo está livre, ocupado ou com autorização em andamento, mas não veem quem está carregando. O síndico, no painel, vê cada recarga com o morador, o horário e a energia, para prestar contas.
E o visitante?
O rotativo é para quem tem cadastro no condomínio, porque toda recarga precisa de alguém para pagar. Um visitante sem cadastro não consegue iniciar sozinho. Se o condomínio quiser atender visitas com frequência (um familiar que vem toda semana, por exemplo), o caminho é dar a essa pessoa um acesso extra na conta do morador que a recebe, como se faz com a família; o consumo dela cai na fatura dessa unidade. Essa regra também vale ser escrita no regulamento.
Quem paga e como aparece na fatura
A recarga no rotativo entra na fatura de quem se identificou, com a data, o horário e a energia, igual a uma recarga na vaga própria. Com um cartão por carro, o consumo de cada carro sai separado.
O morador bloqueado por falta de pagamento também não consegue usar o rotativo: a autorização é recusada no cartão, no app e no carro. Leia como ler a fatura.
Ociosidade: a regra que faz a vaga girar
O maior problema de uma vaga compartilhada não é a energia, é o carro que termina de carregar às 22h e fica ali até de manhã. A ociosidade resolve isso: uma cobrança por minuto de carro plugado depois que a carga terminou. É opcional e o condomínio define as regras:
- Preço por minuto, definido pelo condomínio.
- Horário sem cobrança, como a madrugada, para ninguém precisar descer de noite.
- Em que situação cobra: sempre, ou só quando as outras estações estão ocupadas (ou restam poucas livres), porque aí sim tem gente esperando.
O tempo esperando o agendamento do carro, o tempo na fila e as pausas da gestão de demanda não contam. A ociosidade só começa depois que a carga de fato terminou.
O condomínio cobra R$ 0,20 por minuto e não cobra entre 22h e 7h.
A carga de um morador termina às 19h30 e ele tira o carro às 20h15: são 45 minutos, ou R$ 9,00. Outro morador termina às 23h e tira o carro às 7h30: a noite não conta, e só a meia hora depois das 7h é cobrada, R$ 6,00.
Reserva paga do rotativo
Alguns condomínios querem permitir que o morador garanta a estação antes de chegar. Para isso existe a reserva paga, que o condomínio pode ligar ou não. Funciona assim:
- O morador paga uma taxa e a estação fica reservada para ele por um tempo definido pelo condomínio.
- Antes de pagar, o app mostra o preço e as condições da reserva, e o morador confirma.
- Uma recarga que já está em andamento nunca é interrompida por causa de uma reserva.
- A taxa aparece na fatura como “Reserva de carregador rotativo”.
Confirme com o integrador se as estações do seu condomínio já oferecem a reserva: ela ainda não está disponível em todas as configurações de instalação.
Fila e prioridade no rotativo
Quando há controle de demanda, os rotativos entram na mesma fila de energia do prédio: se não couber, o carro espera a vez plugado e começa sozinho. Nos condomínios que usam o SmartVIP, a prioridade também vale nos rotativos. Veja fila de recarga e SmartVIP.
O que combinar no regulamento interno
A plataforma aplica as regras, mas elas precisam estar escritas. A convenção do condomínio é que determina o regimento interno e as sanções aos condôminos, por isso as regras de uso da vaga comum devem passar pelo caminho previsto nela.[1] Confira com a administradora ou um advogado de condomínio.
O kit tem um modelo de regulamento interno para adaptar.
Dá para começar só com rotativos
Com poucos rotativos e energia de sobra no quadro, dá para começar só com a plataforma, sem o ProDemand. Nesse caso as estações se conectam direto à nuvem e precisam ficar 100% online, e não há controle de demanda. Quando o número de carros cresce, o gerenciador entra no projeto, e por isso ele já deve estar previsto no projeto elétrico.
Rotativos também são o formato mais comum em prédios comerciais e salas de escritório. Na ProSmart EV, um condomínio comercial usa a mesma plataforma, com “usuário” e “sala” no lugar de “morador” e “apartamento”. Conheça a página de vagas rotativas.
Resumo
- O rotativo é um carregador compartilhado em vaga comum; cada um paga o que usou.
- Sempre com identificação: app, número, cartão RFID ou Plug & Charge.
- A ociosidade, opcional, faz a vaga girar; agendamento, fila e pausa não contam.
- A reserva paga é opcional e nunca interrompe uma recarga em andamento.
- As regras devem estar no regulamento interno, aprovado pelo caminho da convenção.