O carro elétrico deixou de ser exceção no Brasil. Em 2025 foram vendidos 223.912 veículos leves eletrificados, 26% a mais que em 2024.[1] Em agosto de 2026 eles chegaram a 21,8% das vendas de carros leves, o maior índice mensal da série,[2] e de janeiro a setembro de 2026 as vendas somaram 381.609 unidades, mais que todo o ano anterior.[3] Para o condomínio, isso significa que a pergunta não é se os moradores vão pedir recarga, e sim quantos e quando.
O que a ABVE chama de eletrificado
Os números deste artigo vêm da ABVE, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, que soma os emplacamentos de quatro tecnologias. Só duas delas carregam na tomada, e é isso que interessa ao prédio.
| Sigla | O que é | Carrega na tomada? |
|---|---|---|
| BEV | Elétrico a bateria (100% elétrico) | Sim, é a única fonte de energia |
| PHEV | Híbrido plug-in: motor a combustão e bateria que carrega na tomada | Sim |
| HEV / HEV Flex | Híbrido convencional: a bateria carrega com o motor e a frenagem | Não |
| MHEV | Micro-híbrido (sistema de 12 V ou 48 V); fica fora da conta da ABVE | Não |
- O que é:
- Elétrico a bateria (100% elétrico)
- Carrega na tomada?:
- Sim, é a única fonte de energia
- O que é:
- Híbrido plug-in: motor a combustão e bateria que carrega na tomada
- Carrega na tomada?:
- Sim
- O que é:
- Híbrido convencional: a bateria carrega com o motor e a frenagem
- Carrega na tomada?:
- Não
- O que é:
- Micro-híbrido (sistema de 12 V ou 48 V); fica fora da conta da ABVE
- Carrega na tomada?:
- Não
Em 2025, os 100% elétricos foram 80.178 unidades (36% dos eletrificados) e os híbridos plug-in, 101.364 (45%). Os híbridos sem tomada somaram 21.047 (HEV) e 21.323 (HEV Flex). Os micro-híbridos, 61.340 unidades, ficaram fora do total.[1] Ou seja: cerca de 8 em cada 10 eletrificados vendidos em 2025 precisam de tomada. Entenda as diferenças em híbrido plug-in ou elétrico.
Vendas ano a ano
| Período | Eletrificados leves vendidos | Observação |
|---|---|---|
| 2024 | 177.358 | Base de comparação do balanço de 2025 |
| 2025 | 223.912 | 26% acima de 2024; 9% do mercado de leves |
| Jan. a ago. 2026 | 328.483 | Já acima de todo o ano de 2025 |
| Jan. a set. 2026 | 381.609 | Série passa de 1 milhão desde 2012 |
- Eletrificados leves vendidos:
- 177.358
- Observação:
- Base de comparação do balanço de 2025
- Eletrificados leves vendidos:
- 223.912
- Observação:
- 26% acima de 2024; 9% do mercado de leves
- Eletrificados leves vendidos:
- 328.483
- Observação:
- Já acima de todo o ano de 2025
- Eletrificados leves vendidos:
- 381.609
- Observação:
- Série passa de 1 milhão desde 2012
Em 2025, o mercado total de veículos leves vendidos no país foi de 2.549.517 unidades, e os eletrificados representaram 9% dele, chegando a 13% em dezembro.[1] Em julho de 2026, a ABVE projetou que o ano pode passar de 450 mil eletrificados, se a média mensal se mantiver.[4] É uma projeção da associação, não um número fechado.
A participação de mercado quadruplicou em menos de três anos
O dado que mais importa para o planejamento não é o total, é a fatia. Ela mostra quantos dos carros novos que entram nas garagens já são eletrificados.
| Mês | Participação dos eletrificados nas vendas de leves |
|---|---|
| Nov. 2023 | 5,2% |
| Jul. 2025 | 8,3% |
| Dez. 2025 | 12,7% |
| Jan. 2026 | 14,6% |
| Jun. 2026 | 18,3% |
| Jul. 2026 | 21,1% |
| Ago. 2026 | 21,8% |
| Set. 2026 | 19,8% |
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 5,2%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 8,3%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 12,7%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 14,6%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 18,3%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 21,1%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 21,8%
- Participação dos eletrificados nas vendas de leves:
- 19,8%
A própria ABVE descreve a subida de novembro de 2023 a agosto de 2026 como uma quadruplicação em menos de três anos.[2] Em setembro de 2026 a fatia recuou para 19,8%, com 53.126 emplacamentos, o terceiro maior volume mensal da série.[3] Meses sobem e descem; a tendência dos últimos três anos é de alta.
Os percentuais de BEV e PHEV no mês vêm do mesmo comunicado: 22.246 elétricos e 20.202 híbridos plug-in.[3] Em julho de 2026, os 100% elétricos já tinham sido 46% dos eletrificados vendidos no mês.[4]
O Brasil no mapa mundial
No mundo, as vendas de carros elétricos (100% elétricos e híbridos plug-in, na conta da IEA, a Agência Internacional de Energia) cresceram 20% em 2025 e passaram de 20 milhões: um em cada quatro carros novos vendidos. A China respondeu por mais de 13 milhões, a Europa por 4,2 milhões (28% das vendas de lá) e os Estados Unidos por cerca de 1,5 milhão.[5]
Para o Brasil, a IEA contou cerca de 180 mil carros elétricos e plug-in vendidos em 2025, número próximo ao da ABVE para as mesmas tecnologias, e registrou o início da operação de uma fábrica de carros elétricos no país naquele ano.[6] Em 2024, as vendas brasileiras já tinham mais que dobrado em relação a 2023.[7] Para 2026, a IEA projeta que perto de 30% dos carros vendidos no mundo sejam elétricos.[8]
E a recarga pública?
Em outubro de 2026, a ABVE citou um levantamento com pelo menos 29.866 pontos de recarga públicos e semipúblicos no país.[3] Em agosto, o número citado era de 25.429.[4] A rede cresce, mas não substitui a garagem: o lugar mais barato e mais cômodo para carregar é onde o carro passa a noite, com potência baixa e horas de sobra. Quem mora em prédio sem recarga depende de eletroposto, perde tempo e paga mais caro pela energia.
O que isso significa para o seu prédio
Uma instalação de recarga em condomínio é feita para durar muitos anos. Ela precisa ser pensada para a garagem que o prédio vai ter, não para a de hoje. Três consequências práticas:
- Projetar para todas as vagas, mesmo instalando poucas estações no começo: infraestrutura comum dimensionada e espaço para crescer;
- Gerenciar a energia desde o início, porque a entrada do prédio não cresce no mesmo ritmo dos carros;
- Ter regras de cobrança antes de o número de carros virar problema de convivência.
Hipóteses: o prédio tem hoje 4 carros com tomada; 10 moradores trocam de carro por ano; a parcela de carros com tomada entre os novos sobe de cerca de 16% (o dado de setembro de 2026) para 30% em cinco anos.
Com essas hipóteses, entram perto de 2 carros com tomada no primeiro ano e 3 no quinto. Em cinco anos, a garagem passa de 4 para perto de 16 carros que precisam carregar. Uma instalação feita para 4 vagas teria de ser refeita.
Números ilustrativos. Faça a pesquisa de interesse do seu prédio: ela diz mais do que qualquer média nacional.
Para saber quantos carros a entrada de energia do seu prédio aguenta, use a calculadora quantos carros meu prédio aguenta. Para comparar o custo por quilômetro, use elétrico × gasolina.
O que muda para cada um
- Síndico: os pedidos vão chegar um a um. Ter um plano antes do segundo ou terceiro pedido evita decidir no improviso, e dá ao condomínio argumento técnico para organizar as instalações em vez de simplesmente dizer sim ou não. O caminho está em por onde começar.
- Morador: quem compra um elétrico ou um híbrido plug-in hoje ainda pode chegar a um prédio sem recarga. Levar o assunto ao síndico com dados ajuda; há um texto pronto em para moradores.
- Construtora: preparar quadro, eletrocalha e espaço para o gerenciador durante a obra custa muito menos do que adaptar depois, e algumas leis já pedem isso para prédios novos. Veja o que elas exigem em o morador pode instalar carregador na vaga?
- Integrador e projetista: a demanda por projetos de recarga em condomínio acompanha a curva de vendas. Saber dimensionar com gerenciamento de demanda deixou de ser diferencial e passou a ser o básico. Conheça o programa em seja integrador.
Como a ProSmart EV olha para esse crescimento
É justamente por esse ritmo que, na ProSmart EV, o projeto começa pela energia do prédio inteiro. O ProDemand divide a folga da entrada entre os carros em tempo real, com fila quando não cabe todo mundo, e a plataforma mede e fatura cada morador. Assim o condomínio instala hoje as estações de que precisa e acrescenta as próximas conforme os moradores trocam de carro, sem refazer a obra comum.
Resumo
- Em 2025, o Brasil vendeu 223.912 eletrificados leves; de janeiro a setembro de 2026, 381.609.
- A participação nas vendas de leves passou de 5,2% (nov. 2023) a 21,8% (ago. 2026).
- Cerca de 8 em cada 10 eletrificados vendidos são elétricos ou híbridos plug-in, que carregam na tomada.
- No mundo, um em cada quatro carros novos vendidos em 2025 foi elétrico.
- O condomínio deve planejar para todas as vagas: comece por por onde começar.